segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ditos de Diário II


"Todo afã pelo conhecimento nasce como a busca por si mesmo, cresce como a busca pelos outros, e morre como reencontro."

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"É impossível mergulhar na sabedoria tomando fôlego na ignorância."

domingo, 12 de outubro de 2008

S.O.S.

Acho que dormi na vida real.
QUERO ACORDAR!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Ódio Pertinente

Está em meu coração
O ódio pertinente
Que todo ser crescente
Traz na concepção.

Ele é feito vontade.
E mesmo recoberto de amargura,
Tem veracidade.
Tem cura.

É meu motor!
Pode ser o seu...
Pois mesmo em vista do maior Clamor...

Vive no apogeu,
Do mais devotado amor,
Que já se viveu.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A Contradição Ambulante

Meio dia de pé. Não por gosto. O ponto alto é esperar pelos filmes da tarde – e sempre odiá-los é comum. Nessa de esperar, acabei por pegar gosto na reprise da novela. Gostava de ir à faculdade e gostava das companhias; não sei se posso dizer de igual acordo em relação aos dois, mas acho que não gosto mais. Gostaria de ter dinheiro mas não gostaria de trabalhar: nenhum trabalho me apetece. Quero o quê? Quero que mais do que eu queira por mim! Mas das pessoas que o fazem não quero. Quero beber todos os dias mas quando o faço me sinto trapo a ponto de desejar nunca mais beber. Minha alegria é tão polar. E essa polaridade é tão entorpecida em si mesma que vive a partir de coisa alguma; sintomas inidentificáveis.
Quero uma casa grande com pessoas o tempo todo. Mas quero também poder ficar sozinho. Quero uma mulher. Mas quero também ficar sozinho. Quero filhos. Mas quero também ficar sozinho. Quero tudo que possa ser tirado do nada. Quero a contradição ambulante que vive pérfida em sua felicidade química. Quero a cura dos males do mundo – quando não quero que ele se exploda. Quero querer menos e realizar mais.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Retiro dos heróis - Cena - TEATRO

Uma mesa com um pano verde (a lá mesa de jogatina) está disposta no centro do palco. De forma bem caricata em andar idoso aproximam-se três personagens: Batman, Mulher Maravilha e Superman. Eles se acomodam na mesa e iniciam o ritual das jogatinas – retirando da bolsa baralho etc. – Acho interessante que um deles entre de andador, outro carregando um pedestal de soro... etc.

Batman – Já vou avisando! Se o Superman usar a visão de raio x pra ver as cartas eu to fora.
Mulher Maravilha – Quem trouxe o Gin?
Superman – o milionário aqui é a morcegona ai... – apontando com a cabeça pra o Batman.
Batman – Morcegona é sua mãe, seu caipira... – e tira uma garrafa de trás da capa.
Mulher Maravilha – Não começa vocês dois... Quero passar uma tarde agradável hoje. – já se servindo de gin - E cadê a mulher gato pra fazer dupla com você, hein Batman?
Batman – Sei lá daquela vaca... Passou a noite toda ronronando no telhado. Acho que está no cio.

Mulher gato entra em cena. Também caracterizada bem idosa; deve estar com uma sonda urinária e em passos bem lerdos e sofridos Nesse momento a Mulher Maravilha já começa a organizar o carteado embaralhando e tal... A mulher gato se senta na cadeira que estava a sua espera e as cartas começam a ser distribuídas. É uma espécie de canastra, e eles vão descartando e comprando durante todo o diálogo. Ela diz:

Mulher Gato – Eu e o Robin né seu velho boiola!??!
Batman – Quê que você quer dizer com isso? (em tom preocupado)
Mulher Gato – Qualé, cara? De quinze em quinze minutos vocês somem pra ele trocar sua fralda geriátrica... Vocês acham que eu sou boba? –
Ela leva o dedo aos olhos para dar a entender que está de olho.
Batman – É que tenho incontinência urinária... (encabulado)
Superman – Eu também... Sabe que quando começou eu ainda voava e...
Mulher Maravilha – Cala a boca imbecil –
dando um tapa em Superman que se mostra bastante sensível, bem meninão...
Mulher Gato – Aí, falando nisso, não agüento mais essa sonda –
ela aponta a sonda que pende ao seu lado, dirigindo-se à Mulher Maravilha.
Batman – (de viés cochichando ao Superman) Se ela não mijasse na areia do parquinho não tinha pego essa infecção... (os dois riem contidamente)
Mulher Gato – O que você disse –
Nervosa.
Batman/Superman (coro) Nada. Nada.
Mulher Maravilha – Mudando de assunto (com ar de acalantar os ânimos), ficaram sabendo sobre o bingo beneficente do Homem Aranha nesse fim de semana ?
Superman – Bingo beneficente pra quê?
Mulher Gato – (se intromente) A Mary Jane ficou grávida e deu à luz um casulo com duzentos e cinqüenta homen aranhinhas...
Batman – HUm... Esse tá pego... (e ri sarcástico cutucando Superman)
Superman – Uou! – rindo junto ao Batman.
Batman – Essa eu não perco... Vou mandar o Robin lustrar o Bat Carro.
Mulher Gato – Porque você se cerca sempre de ninfetinhos hein seu pervertido? (ela bate com as cartas na mesa em uma revolta comum quando o nome de Robin é levantado) Já é o qüinquagésimo Robin que você arranja e ....

Começam todos a discutir ao mesmo tempo e Superman crava o silêncio com um grito.

Superman – Quietos! Que saco...

O silêncio volta e todos recomeçam tacitamente o jogo.

Batman – Bom... Mas eu vou...
Superman – Tem lugar no Bat carro pra mim?
Batman – Opa! Mas o Robin deve ir na frente. Ele me ajuda a trocar a marcha (e faz gestos imitando o trocar de marchas de uma forma quase orgástica)
Mulher Gato – Ah... É assim?! Pois bem. Eu vou com a Mulher Maravilha –
mostrando a língua ao Batman (desdenhosa)
Mulher Maravilha – Pois é... Mas eu não sei se vou, sabe... (meio encabulada)
Mulher Gato – Ué! Você que lembrou do bingo... Porque não vai?

Superman – (se intromete) Ela não lembra onde estacionou o jato invisível.


Batman e Superman riem a valer. Mulher Gato consola a mulher maravilha em seu ombro.
Fecha a cortina.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O peso de Quem quer

Levanta a mão se és homem.
És covarde quando ataca,
És burra quando aceita
E reconcilia
E pensa que no ódio disse asneira;

Pérfida homília...
Coisa de matraca.

Mas a verdade que lhe rondava,
E os embustes que ele vendeu.
Você cega, nem notava.
E Tácita; inocente, os acolheu.

Como se abandonar fosse
Esquecer de dizer quem lhe é
Permanente afoite.

Digas por que, mulher,
Mentis assim?
Na cama à noite,
Se no dia enfim:

Nasce roxa, murcha e farta.
Esquece a rosa;
Engole a farpa.
E toda prosa;
Inclina à faca.

domingo, 21 de setembro de 2008

o paradigma do Domingo

Hoje é domingo
Pede cachimbo
Cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo...

E é verdade!